O ano está apenas começando, e este é um momento repleto de expectativas e planos para o futuro. Mas o Blog do CJK inicia 2025 olhando um pouquinho para trás: neste artigo, vamos desvendar o significado de “brainrot”, termo que foi escolhido como a palavra do ano de 2024 na tradicional eleição realizada pelo famoso Dicionário Oxford.
Essa expressão reacende o debate sobre como a vida digital da atualidade pode tanto facilitar o acesso a informações e dados valiosos quanto estimular o consumo de conteúdos rasos e desprovidos de sentido maior, em um processo que tende a prejudicar as habilidades cognitivas das pessoas. E isso, claro, tem um enorme impacto na educação das novas gerações.
Por isso, vamos juntos saber mais sobre o que é brainrot: significado, causas, efeitos e, principalmente, como evitar que esse fenômeno moderno atinja os alunos e famílias da comunidade Kennedy. Vamos lá?
Índice
- Brainrot: o que é
- Mas, afinal, o que causa o brainrot?
- Sintomas de brainrot
- Como evitar o brainrot
- Colégio John Kennedy: mentes e corações saudáveis
Brainrot: o que é
De forma literal, o termo brainrot poderia ser traduzido como “cérebro podre ou apodrecido”. É uma imagem bem forte, não? Mas o significado de brainrot é mais amplo, e seu conceito está intimamente ligado aos hábitos digitais modernos e à maneira como nos envolvemos com certos tipos de informações disponíveis online atualmente.
A ideia por trás da expressão, na verdade, é destacar um possível movimento de deterioração mental ou intelectual que pode estar surgindo em nossos dias devido ao consumo excessivo de conteúdos superficiais, que não desafiam nossa mente, especialmente nas diversas plataformas sociais.
Seguindo essa lógica, ao não ser estimulado por conteúdos mais complexos ou deixar de receber conhecimentos novos, nosso cérebro para de se exercitar e entra em um processo de “apodrecimento”. Faz sentido, não faz?
Origem do termo brainrot
O Dicionário Oxford elegeu “brainrot” como palavra do ano de 2024 devido ao rápido e intenso aumento de interesse pelo assunto. Segundo os pesquisadores da instituição, a procura pelo termo cresceu 230% entre 2023 e 2024, possivelmente por causa da “preocupação com o impacto trazido por tantos conteúdos de baixa qualidade online”.
Mas embora esse interesse seja algo bastante recente, a expressão não é, necessariamente, uma invenção da “era da internet”. Na verdade, é bem mais antiga, sabia?
Estima-se que o termo foi usado pela primeira vez em 1854, pelo escritor Henry David Thoreau, em seu famoso livro “Walden”. Nele, em um dado trecho, Thoreau tece uma forte crítica à desvalorização das ideias complexas, e constrói uma comparação para reforçar seu argumento, mencionando o apodrecimento das batatas na Inglaterra ao processo de “apodrecimento do cérebro” das pessoas.
“Enquanto a Inglaterra se esforça em curar o apodrecimento de batatas, não haverá nenhum esforço para curar o apodrecimento do cérebro – que prevalece de forma muito mais fatal?”, escreveu Thoreau.

Mas, afinal, o que causa o brainrot?
Vários fatores podem contribuir para essa sensação de brainrot, e a grande maioria deles está ligada ao modo como consumimos informação e interagimos com conteúdos culturais nos dias de hoje. Algumas das principais causas podem ser:
1. Conexão social digital
A vida em comunidade digital pode ser uma das causas do brainrot. A prática de compartilhar memes, teorias e opiniões sobre um tópico tende a criar um ciclo de retroalimentação, onde a pessoa se sente incentivada a continuar investindo tempo e energia nesse assunto, sem ampliar seus horizontes para outros temas de interesse.
2. Disponibilidade constante de conteúdo
A era digital possibilitou o acesso ilimitado a conteúdo sobre praticamente qualquer tema. Essa disponibilidade pode facilitar o processo de brainrot, pois graças a ela é possível consumir mídia e informações relacionadas a um determinado assunto praticamente sem interrupção.
3. Rotinas aceleradas
A vida agitada da atualidade, onde existe uma constante sensação de falta de tempo, também acaba por estimular as pessoas a não se relacionarem com conteúdos que exigem dedicação e esforço. Nesse cenário, informações superficiais, de consumo rápido e facilitado, tendem a se tornar mais atraentes.
4. Recompensas psicológicas
O brainrot também pode estar ligado à liberação de dopamina no cérebro. Quando nos engajamos com conteúdos que amamos, nosso cérebro nos recompensa com sensações de prazer, incentivando o comportamento repetitivo. Isso pode levar, por exemplo, a vícios digitais como o “infinite scrolling” – a prática de rolar infinitamente as páginas dos aplicativos sociais em busca do próximo vídeo ou meme divertido, sem perceber que horas estão se passando.
Sintomas de brainrot
Embora o brainrot não seja uma patologia médica ou um termo clínico, ele pode ser identificado por meio de uma série de comportamentos e experiências comuns. Alguns dos indícios de um processo de brainrot são:
- Dificuldade de foco: manter o foco sobre uma atividade intelectual específica se torna mais difícil quando o cérebro está acostumado a picos rápidos de atenção em conteúdos que não exigem raciocínio elevado
- Consumo excessivo de conteúdo: Passar horas assistindo a vídeos ou memes em ambientes online, sem se dar conta do horário, também aponta para um sintoma de brainrot
- Falta de diversidade temática: quando alguém só consegue conversar sobre uma gama restrita de temas e sente a necessidade constante de discutir o tópico com outras pessoas, mesmo quando elas não compartilham do mesmo interesse, isso pode indicar um processo de brainrot
- Busca incessante por novidades: monitorar constantemente redes sociais e sites para obter as últimas notícias, atualizações sobre a vida das pessoas ou os novos memes do momento também são aspectos típicos de alguém sofrendo de brainrot.

Como evitar o brainrot
Se o brainrot é uma condição ruim, a boa notícia é que ele pode ser evitado – e com alguma facilidade. O segredo é ter força de vontade, claro. Veja abaixo algumas dicas para gerenciar sua rotina online e evitar o brainrot:
1. Estabeleça limites de tempo
Defina um período máximo para acessar o ambiente online e consumir conteúdos publicados na internet, com limites diários para redes sociais ou plataformas de streaming.
2. Diversifique seus interesses
Explore novos hábitos e hobbies para reduzir sua dependência emocional e mental das telas. Atividades como leitura, esportes ou aprendizado de novas habilidades podem ajudar.
3. Desconecte-se periodicamente
Fazer pausas regulares das redes sociais e do consumo de mídia pode ajudar a “desintoxicar” a mente e recuperar o foco em outras áreas da vida – especialmente em crianças e pré-adolescentes da Geração Alpha, que já nasceram em uma realidade 100% conectada.
4. Cultive relações offline
Fortaleça suas conexões sociais fora do ambiente online. Passar tempo com amigos e familiares pode oferecer um contrapeso saudável às interações digitais.
Colégio John Kennedy: mentes e corações saudáveis
O contrário de um cérebro apodrecido é uma mente saudável, focada em aprender cada vez mais e ansiosa por adquirir novos conhecimentos. E esse é o resultado de um ensino de excelência, como o do Colégio John Kennedy.
A experiência escolar no CJK oferece todas as condições para que nossos alunos desenvolvam sua capacidade intelectual, sua educação socioemocional e suas habilidades cognitivas da melhor forma possível. Com um time de professores altamente qualificados, que amam ensinar, quem estuda no Kennedy é constantemente desafiado a ser melhor a cada dia.
Nossos estudantes aprendem a pensar de forma crítica e a buscar conhecimento com autonomia, sempre estimulados por professores atualizados, que abordam temas importantes e levam a sala de aula a raciocinar de forma independente.
Além disso, outros fatores complementam a jornada de aprendizado aqui no Kennedy e colaboram para evitar o processo de brainrot em nossos alunos. Aqui, o esporte na escola é levado a sério, com uma estrutura esportiva completa e profissionais experientes, que estimulam o gosto pela atividade física.
Já nossa Mostra Cultural é um evento incrível, que desafia os alunos de todas as séries a produzir conhecimento de qualidade e estimula o raciocínio investigativo sobre o mundo que os rodeia. E mais: o calendário escolar do CJK é repleto de atividades artísticas e oportunidades de interação entre os alunos, entre diversos outros projetos de cunho social e acadêmico.
Tudo isso para oferecer ao estudante do Colégio John Kennedy todo o embasamento necessário para uma vida escolar saudável e equilibrada, que inspira o aluno a evoluir a cada dia.
Nada contra os memes ou os vídeos de gatinhos fofos, claro. A gente também ama essas coisas. Mas, como tudo na vida, é preciso moderação. Embora muitas vezes inofensivo e até divertido, o processo de brainrot pode se tornar um problema quando começa a impactar a rotina das pessoas – especialmente de nossas crianças e adolescentes, que possuem um enorme potencial de desenvolvimento.
E você, o que pensa sobre o assunto? Já sentiu alguma vez os efeitos do brainrot? Quais estratégias você adota para equilibrar seu consumo de conteúdo, sem comprometer o bem-estar físico e mental? Compartilhe com a gente!
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